Por Felipe Charão
Imagine uma solução perfeita que transformasse sua vida em férias eternas e prazerosas, com encantos novos todos os dias, todos os minutos... Uma solução que deixasse sua mente mais eficiente, objetiva e, ao mesmo tempo, leve, em paz. Quanto você estaria disposto a pagar por isto?
A meditação tem este poder e o preço nem é tão caro: de 20 a 30 minutos diários. Mas o que é esta tão famosa técnica que aumenta a neuroplasticidade, intensifica áreas do córtex relacionadas a sensação de bem-estar e atenção, retarda o envelhecimento entre muitos outros benefícios comprovados por pesquisadores e neurocientistas de todo o mundo?
O que é meditação? Existem milhares de definições que muitas vezes mais nos confundem do que esclarecem. O objetivo dos próximos 3 posts é lançar luzes sobre este assunto. Vamos compreender 3 princípios:
1) meditação não é fazer, mas ser
Conta-se que três viajantes estavam caminhando por uma longa trilha que cruzava várias montanhas. De repente se depararam com um monge, um meditador sentado sobre uma rocha num platô.
Curiosos, cada um dos três fez uma pergunta. O primeiro: o que você está fazendo aqui? Você está esperando alguém? O monge respondeu não. O segundo: você está descansando da caminhada? O monge disse não. O terceiro: já sei, você está apreciando a paisagem. Não, também.
E então o meditador respondeu: nesse momento eu não estou fazendo nada, eu apenas estou aqui.
Quando começamos na meditação é muito comum recebermos instruções para repetir mentalmente um som (mantra) ou nos concentrarmos na respiração, etc. Essas técnicas são apenas preparatórias. O exercício de concentração ainda não é meditação, pois nele você está fazendo algo.
No entanto, este “fazer” freqüentemente é uma etapa necessária para aquietar os pensamentos. É somente depois que nossa mente se aquietou da sua turbulência inicial é que conseguimos entender e vivenciar o que é “apenas ser”, “apenas estar aqui”.
Nesse momento começamos então a observar os pensamentos nos distanciando deles. Começamos a permitir que tudo seja exatamente do jeito que é.
Começamos a apenas estar presente, testemunhando a correnteza de pensamentos que passa. Nesse ponto a mente começa a alcançar uma profunda calma.
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